

Lábios rubros, Sorriso de encantar, Corpo de me perder, Fazes-me sonhar. Encostei-me ao teu ombro, Apenas para desabafar, Senti o teu calor, O teu carinho, Mexi nos teus cabelos, Vi o sorriso do teu olhar, Os meus lábios procuraram os teus, Senti o mar a transbordar, Encostaste-te a mim, Procurando o meu calor, Seria carinho, Talvez fosse o amor, Senti-me desfalecer, Perdi a força que me sustenta, Olhei-te, Vi promessas, Vi o universo a passar, Os meus lábios procuraram os teus, E eu deixei-me naufragar.

Escrito por Amor Sem Pudor às 12h27
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Quero você, No encanto de corpos, No roçar de pele... Entrarei no ritual, tão animal, tão belo, tão envolvente... Abrirei todo o leque, Serei sua de longe, Até o presente... até o limite de não mais poder, manter, estar distante... Você olhando, eu chamando, o ar sendo de energias... Fêmea faço-me, abraço diferente... Ruídos pelo recinto... o olhar é outro, de fera, de querer, de desejo... Danço a dança do cio, recebo teu corpo cedendo... E juntos, no vai e vem da hora, nem se lembra da hora, que corre , que corre no corpo, que corre em tudo... águas muitas vêm... fazem o barulho da vontade, fazem a corrida do receber... São os caminhos de você... Sinto então, barco correndo em água, despertada... Nascente e fonte de suas mãos, de sua boca... Navegue então... O rio se fez, Você o fez... Desejo no ar, hora correndo, águas navegadas, no ritual do cio, no ritual da fusão, no ritual do amor... (Jane Lagares)

Escrito por Amor Sem Pudor às 10h47
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Ateias em mim um fogo intenso. Solto as minhas fantasias guardadas em segredo. Carícias, que vão e voltam, Beijos e toques que se trocam. Sensações que à pele afloram; Lábios quentes que se colam. Seios que te chamam irados, Anseiam por serem tocados. Corpos apertados, Juntos, um no outro entrelaçado; doces palavras ao meu ouvido... E o prazer que irrompe, Num desatino... Sensações ao vento. Sentimentos... sinto-me livre..... nesse momento. (I)

Escrito por Amor Sem Pudor às 11h16
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O que fazer entre um orgasmo e outro, quando se abre um intervalo sem teu corpo?
Onde estou, quando não estou no teu gozo incluído? Sou todo exílio?
Que imperfeita forma de ser é essa quando de ti sou apartado?
Que neutra forma toco quando não toco teus seios, coxas e não recolho o sopro da vida de tua boca?
O que fazer entre um poema e outro olhando a cama, a folha fria? (Affonso Romano de Sant'Anna)

Escrito por Amor Sem Pudor às 14h04
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