SEM PUDOR

Calou-me a boca para não gritar
Horrores
Devido a um gozo que me tomou
Ao excesso de tesão que me invadiu
A fúria para ser consumida
A cama estava encharcada
de um cintilante e reluzente
Sentimento
Ora do coração
Ora carnal
As paredes eram quatro
A porta fechada
Não havia janelas
Apenas dois amantes
Que se entregavam
A lingerie branca
A paz estabelecida
O calor queimando-os
O fogo se expandido
Por entre corpos Sem Pudor.







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"La Mia Storia Tra Le Dita-Gianluca Grignani "

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Lábios rubros,
Sorriso de encantar,
Corpo de me perder,
Fazes-me sonhar.
Encostei-me ao teu ombro,
Apenas para desabafar,
Senti o teu calor,
O teu carinho,
Mexi nos teus cabelos,
Vi o sorriso do teu olhar,
Os meus lábios procuraram os teus,
Senti o mar a transbordar,
Encostaste-te a mim,
Procurando o meu calor,
Seria carinho,
Talvez fosse o amor,
Senti-me desfalecer,
Perdi a força que me sustenta,
Olhei-te,
Vi promessas,
Vi o universo a passar,
Os meus lábios procuraram os teus,
E eu deixei-me naufragar.

       



Escrito por Amor Sem Pudor às 12h27
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Quero você,
No encanto de corpos,
No roçar de pele...
Entrarei no ritual,
tão animal,
tão belo,
tão envolvente...
Abrirei todo o leque,
Serei sua de longe,
Até o presente...
até o limite de não mais poder,
manter,
estar distante...
Você olhando,
eu chamando,
o ar sendo de energias...
Fêmea faço-me,
abraço diferente...
Ruídos pelo recinto...
o olhar é outro,
de fera,
de querer,
de desejo...
Danço a dança do cio,
recebo teu corpo cedendo...
E juntos,
no vai e vem da hora,
nem se lembra da hora,
que corre ,
que corre no corpo,
que corre em tudo...
águas muitas vêm...
fazem o barulho da vontade,
fazem a corrida do receber...
São os caminhos de você...
Sinto então, barco correndo em água,
despertada...
Nascente e fonte de suas mãos,
de sua boca...
Navegue então...
O rio se fez,
Você o fez...
Desejo no ar,
hora correndo,
águas navegadas,
no ritual do cio,
no ritual da fusão,
no ritual do amor...
(Jane Lagares)

         



Escrito por Amor Sem Pudor às 10h47
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Ateias em mim um fogo intenso.
Solto as minhas fantasias
guardadas em segredo.
Carícias, que vão e voltam,
Beijos e toques que se trocam.
Sensações que à pele afloram;
Lábios quentes que se colam.
Seios que te chamam irados,
Anseiam por serem tocados.
Corpos apertados,
Juntos,
um no outro entrelaçado;
doces palavras ao meu ouvido...
E o prazer que irrompe,
Num desatino...
Sensações ao vento.
Sentimentos...
sinto-me livre.....
nesse momento.
(I)

       



Escrito por Amor Sem Pudor às 11h16
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O que fazer entre um orgasmo e outro,
quando se abre um intervalo
sem teu corpo?

Onde estou, quando não estou
no teu gozo incluído?
Sou todo exílio?

Que imperfeita forma de ser é essa
quando de ti sou apartado?

Que neutra forma toco
quando não toco teus seios, coxas
e não recolho o sopro da vida de tua boca?

O que fazer entre um poema e outro
olhando a cama, a folha fria?
(Affonso Romano de Sant'Anna)



Escrito por Amor Sem Pudor às 14h04
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