SEM PUDOR

Calou-me a boca para não gritar
Horrores
Devido a um gozo que me tomou
Ao excesso de tesão que me invadiu
A fúria para ser consumida
A cama estava encharcada
de um cintilante e reluzente
Sentimento
Ora do coração
Ora carnal
As paredes eram quatro
A porta fechada
Não havia janelas
Apenas dois amantes
Que se entregavam
A lingerie branca
A paz estabelecida
O calor queimando-os
O fogo se expandido
Por entre corpos Sem Pudor.







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Renasci na poesia de ti

Do teu ser, do teu universo

Nas rimas e nos versos

Nos cheiros que no teu corpo descobri...

 
Na fúria da tua boca

Quando a me beijar

Nas tuas mãos, quando a me tocar

O corpo incendiar, com mil carícias loucas...

 
No teu olhar que abrasava

Hipnotizava, dominava-me...

E assim, às tuas vontades cedia

 
Aos teus carinhos sucumbia

Envolvido por insanos desejos

Pela volúpia de ardentes beijos...

 
E pensar que tudo isto tão cedo acabou!

Daquela felicidade

Hoje transformada em saudade

Resta apenas o consolo:

foi eterna enquanto durou!
(Walter Pereira Pimentel)

       



Escrito por Amor Sem Pudor às 09h37
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